Domingo

Refletindo sobre a vida.

Quarta-feira

∞ "Penso logo existo" "E, embora talvez (ou antes certamente, como direi logo mais) eu tenha um corpo ao qual estou muito estreitamente conjugado, todavia, já que, de um lado, tenho uma idéia clara e distinta de mim mesmo, na medida em que sou apenas uma coisa pensante e inextensa e que não pensa, é certo que este eu, isto é minha alma, pela qual eu sou o que sou, é inteira e verdadeiramente distinta do meu corpo e que ela pode ser ou existir sem ele." (Descartes. Meditação Sexta, 17) ∞

Domingo

" inFELICIDADE é uma questão de prefixo."
Guimarães Rosa

A Porta do Lado

Vale a pena dispensar uns minutinhos para refletir... Tentarei exaustivamente aplicar em minha vida a teoria da Porta do Lado! rs Beijos e Boa semana à todos!!!
A Porta do Lado

Entrevista dada pelo médico Drauzio Varella. Disse ele: A gente tem um nível de exigência absurdo em relação à vida, queremos que absolutamente tudo dê certo, e às vezes, por aborrecimentos mínimos, somos capazes de passar um dia inteiro de cara amarrada. Dou um exemplo trivial, que acontece todo dia na vida da gente...
É quando um vizinho estaciona o carro muito encostado ao seu na garagem, ou pode ser na vaga do estacionamento do shopping. Em vez de simplesmente entrar pela outra porta, sair com o carro e tratar da sua vida, você bufa, pragueja, esperneia e estraga o que resta do seu dia. Eu acho que esta história de dois carros alinhados, impedindo a abertura da porta do motorista, é um bom exemplo do que torna a vida de algumas pessoas melhor, e de outras, pior.
Tem gente que tem a vida muito parecida com a de seus amigos, mas não entende por que eles parecem ser tão mais felizes. Será que nada dá errado pra eles? Dá aos montes. Só que, para eles, entrar pela porta do lado, uma vez ou outra, não faz a menor diferença.
O que não falta neste mundo é gente que se acha o último biscoito do pacote. Que audácia contrariá-los! São aqueles que nunca ouviram falar em saídas de emergência: Fincam o pé, compram briga e não deixam barato. Alguém aí falou em complexo de perseguição? Justamente. O mundo versus eles.
Eu entro muito pela outra porta, e às vezes saio por ela também.. É incômodo, tem um freio de mão no meio do caminho, mas é um problema solúvel. E como esse, a maioria dos nossos problemões podem ser resolvidos assim, rapidinho. Basta um telefonema, um e-mail, um pedido de desculpas, um deixar barato.
Eu ando deixando de graça... Pra ser sincero vinte e quatro horas têm sido pouco pra tudo o que eu tenho que fazer, então não vou perder ainda mais tempo ficando mal-humorado. Se eu procurar, vou encontrar dezenas de situações irritantes e gente idem. Pilhas de pessoas que vão atrasar meu dia. Então eu uso a porta do lado e vou tratar do que é importante de fato. Eis a chave do mistério, a fórmula da felicidade, o elixir do bom humor, a razão por que parece que tão pouca coisa na vida dos outros dá errado.
Quando os desacertos da vida ameaçarem o seu bom humor, não estrague o seu dia... Use a porta do lado e mantenha a sua harmonia.
Lembre-se, o humor é contagiante, para o bem e para o mal. Sorria, e contagie todos ao seu redor com a sua alegria. A Porta do lado pode ser uma boa entrada ou uma boa saída...

Experimente!
Autoria: Dr. Dráuzio Varella

Sábado

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Segunda-feira

Feliz Natal!

Sexta-feira

Nosso Encontro

Não sei ao certo como, quando ou quem começou... Talvez ainda crianças nos corredores do Liceu Pasteur. Ou anos mais tarde no Rio de Janeiro. Não importa. O Encontro Aconteceu. Não falo apenas de encontro físico. Falo de energia, freqüência, metafísica. Tento descrever o indescritível, decifrar o indecifrável, medir o imensurável. Quero falar dessa risada descontrolada, desse abraço mágico, do beijo alucinado, do encontro inseparável. Falo do olhar hipnotizado, da harmonia, da compatibilidade, da cumplicidade. E também da imperfeição, dos defeitos, das manias, da diferença... De tudo que testa nossa paciência. E que nos encanta ainda mais! Falo da delícia dessa paixão intensa. Falo dessa nossa descoberta. Falo do nosso Amor. Amo esse encontro. Amo sentir seu amor. Amo cada minuto, cada amanhecer, amo mais e mais a cada dia. De sua peixinha dourada, sua menina, sua noiva, sua Jujus. PS. E se você diz que me faria o pedido todo dia, todo dia eu responderia Sim. ∞

Terça-feira

Impossível descrever tamanha alegria...

Quarta-feira

Habana

Domingo

É bom andar a pé...

... "É bom andar a pé, sem sapato, sem direção a toa.
Na cabeça o sol um boné.
É bom andar a pé, devagar para aguentar o calor
e olhar a vista pro mar. Melhor.
Esqueça tudo que tudo sobrevive.
Isto é tempo livre pra viver, é bom saber.
Saber não ocupa lugar.
Andar acompanhado de ti faz meu coração se sentir... melhor."
Me voy.

Terça-feira

.................................................
Diga não ao Desperdídio.
Aproveite. Reinvente. Tente.
Escreva a sua história.
Acredite. E é em você.
Possiveis bons resultados.
Caso contrário, levante.
E tente outra vez.
É um ciclo infinito de energia.
Energia sua, maior que pensa.
.................................................

Sexta-feira

*Porteiro do Puteiro*

Essa vale a pena ler. Para momentos "sem direção"... Em que tudo parece confuso e sem saída.

Lembre-se da sabedoria da água: 'A água nunca discute com seus obstáculos, mas os contorna.'


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*Porteiro do Puteiro.*

Não havia no povoado pior ofício do que 'porteiro do puteiro'. Mas que outra coisa poderia fazer aquele homem? O fato é que nunca tinha aprendido a ler nem escrever, não tinha nenhuma outra atividade ou ofício.
Um dia, entrou como gerente do puteiro um jovem cheio de idéias, criativo e empreendedor, que decidiu modernizar o estabelecimento. Fez mudanças e chamou os funcionários para as novas instruções.
Ao porteiro disse:- A partir de hoje, o Senhor, além de ficar na portaria, vai preparar um relatório semanal onde registrará a quantidade de pessoas que entram e seus comentários e reclamações sobre os serviços.
- Eu adoraria fazer isso, Senhor - balbuciou - mas eu não sei ler nem escrever!
- Ah! Quanto eu sinto! Mas se é assim, já não poderá seguir trabalhando aqui.
- Mas Senhor, não pode me despedir, eu trabalhei nisto a minha vida inteira, não sei fazer outra coisa.
- Olhe, eu compreendo, mas não posso fazer nada pelo Senhor. Vamos dar-lhe uma boa indenização e espero que encontre algo que fazer. Eu sinto muito e que tenha sorte.
Sem mais nem menos, deu meia volta e foi embora. O porteiro sentiu como se o mundo desmoronasse. Que fazer? Lembrou que no prostíbulo, quando quebrava alguma cadeira ou mesa, ele a arrumava, com cuidado e carinho. Pensou que esta poderia ser uma boa ocupação até conseguir um emprego. Mas só contava com alguns pregos enferrujados e um alicate mal conservado. Usaria o dinheiro da indenização para comprar uma caixa de ferramentas completa. Como o povoado não tinha casa de ferragens, deveria viajar dois dias em uma mula para ir ao povoado mais próximo para realizar a compra.
E assim o fez. No seu regresso, um vizinho bateu à sua porta:
- Venho perguntar se você tem um martelo para me emprestar.
- Sim, acabo de comprá-lo, mas eu preciso dele para trabalhar ... já que....
- Bom, mas eu o devolverei amanhã bem cedo.
- Se é assim, está bom.
Na manhã seguinte, como havia prometido, o vizinho bateu à porta e disse:
- Olha, eu ainda preciso do martelo. Porque você não o vende para mim?
- Não, eu preciso dele para trabalhar e além do mais, a casa de ferragens mais próxima está a dois dias mula de viagem.
- Façamos um trato - disse o vizinho. Eu pagarei os dias de ida e volta mais o preço do martelo, já que você está sem trabalho no momento. Que lhe parece?
Realmente, isto lhe daria trabalho por mais dois dias...aceitou.Voltou a montar na sua mula e viajou. No seu regresso, outro vizinho o esperava na porta de sua casa.
- Olá, vizinho. Você vendeu um martelo a nosso amigo. Eu necessito de algumas ferramentas, estou disposto a pagar-lhe seus dias de viagem, mais um pequeno lucro para que você as compre para mim, pois não disponho de tempo para viajar para fazer compras. Que lhe parece?
O ex-porteiro abriu sua caixa de ferramentas e seu vizinho escolheu um alicate, uma chave de fenda, um martelo e uma talhadeira. Pagou e foi embora. E nosso amigo guardou as palavras que escutara: 'não disponho de tempo para viajar para fazer compras'.
Se isto fosse certo, muita gente poderia necessitar que ele viajasse para trazer as ferramentas. Na viagem seguinte, arriscou um pouco mais de dinheiro trazendo mais ferramentas do que as que havia vendido. De fato, poderia economizar algum tempo em viagens. A notícia começou a se espalhar pelo povoado e muitos, querendo economizar a viajem, faziam encomendas.Agora, como vendedor de ferramentas, uma vez por semana viajava e trazia o que precisavam seus clientes. Com o tempo, alugou um galpão para estocar as ferramentas e alguns meses depois, comprou uma vitrine e um balcão e transformou o galpão na primeira loja de ferragens do povoado.
Todos estavam contentes e compravam dele. Já não viajava, os fabricantes lhe enviavam seus pedidos. Ele era um bom cliente. Com o tempo, as pessoas dos povoados vizinhos preferiam comprar na sua loja de ferragens, do que gastar dias em viagens.
Um dia ele lembrou de um amigo seu que era torneiro e ferreiro e pensou que este poderia fabricar as cabeças dos martelos. E logo, por que não, as chaves de fendas, os alicates, as talhadeiras, etc..E após foram os pregos e os parafusos... Em poucos anos, nosso amigo se transformou, com seu trabalho, em um rico e próspero fabricante de ferramentas.
Um dia decidiu doar uma escola ao povoado. Nela, além de ler e escrever, as crianças aprenderiam algum ofício.
No dia da inauguração da escola, o prefeito lhe entregou as chaves da cidade, o abraçou e lhe disse:
-É com grande orgulho e gratidão que lhe pedimos que nos conceda a honra de colocar a sua assinatura na primeira página do Livro de atas desta nova escola.
- A honra seria minha - disse o homem. Seria a coisa que mais me daria prazer, assinar o Livro, mas eu não sei ler nem escrever, sou analfabeto.
-O Senhor?!?! - disse o prefeito sem acreditar. O Senhor construiu um império industrial sem saber ler nem escrever? Estou abismado.
Eu pergunto:- O que teria sido do Senhor se soubesse ler e escrever?
- Isso eu posso responder - disse o homem com calma.
Se eu soubesse ler e escrever... ainda seria o PORTEIRO DO PUTEIRO!!!


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Geralmente as mudanças são vistas como adversidades.
As adversidades podem ser bênçãos. As crises estão cheias de oportunidades.


- Se alguém lhe bloquear a porta, não gaste energia com o confronto, procure as janelas.
- *Lembre-se da sabedoria da água:*'A água nunca discute com seus obstáculos, mas os contorna.' *
- Que a sua vida seja cheia de vitórias, não importa se são grandes ou pequenas, o importante é comemorar cada uma delas´
- *'Não há comparações entre o que se perde por fracassar e o que se perde por não tentar.'*

Olha ele aí!

Quarta-feira

ODE AO GATO - Artur da Távola

"Bichos polêmicos sem o querer, porque sábios, mas inquietantes, talvez por isso.
Nada é mais incômodo que o silencioso bastar-se dos gatos.
O só pedir a quem amam. O só amar a quem os merece.
O homem quer o bicho espojado, submisso, cheio de súplica, temor, reverência, obediência.
O gato não satisfaz as necessidades doentias do amor. Só as saudáveis.
Lembrei, então, de dizer, dos gatos, o que a observação de alguns anos me deu.
Quem sabe, talvez, ocorra o milagre de iluminar um coração a eles fechado? Quem sabe, entendendo-os melhor, estabelece-se um grau de compreensão, uma possibilidade de luz e vida onde há ódio e temor?
Quem sabe São Francisco de Assis não está por trás do Mago Merlin, soprando-me o artigo? Já viu gato amestrado, de chapeuzinho ridículo, obedecendo às ordens de um pilantra que vive às custas dele? Não! Até o bondoso elefante veste saiote e dança a valsa no circo. O leal cachorro no fundo compreende as agruras do dono e faz a gentileza de ganhar a vida por ele. O leão e o tigre se amesquinham na jaula.
Gato não.
Ele só aceita uma relação de independência e afeto. E como não cede ao homem, mesmo quando dele dependente, é chamado de arrogante, egoísta, safado, espertalhão ou falso. "Falso", porque não aceita a nossa falsidade com ele e só admite afeto com troca e respeito pela individualidade.
O gato não gosta de alguém porque precisa gostar para se sentir melhor.
Ele gosta pelo amor que lhe é próprio, que é dele e ele o dá se quiser. O gato devolve ao homem a exata medida da relação que dele parte. Sábio, é espelho. O gato é zen. O gato é Tao. Ele conhece o segredo da não-ação que não é inação. Nada pede a quem não o quer. Exigente com quem ama, mas só depois de muito certificar-se.
Não pede amor, mas se lhe dá, então ele exige. Sim, o gato não pede amor. Nem depende dele. Mas, quando o sente,é capaz de amar muito. Discretamente, porém sem derramar-se.
O gato é um italiano educado na Inglaterra. Sente como um italiano mas se comporta como um lorde inglês. Quem não se relaciona bem com o próprio inconsciente não transa o gato. Ele aparece, então, como ameaça, porque representa essa relação precária do homem com o (próprio) mistério. O gato não se relaciona com a aparência do homem. Ele vê além, por dentro e pelo avesso.
Relaciona-se com a essência. Se o gesto de carinho é medroso ou substitui inaceitáveis (mas existentes) impulsos secretos de agressão, o gato sabe. E se defende do afago. A relação dele é com o que está oculto, guardado e nem nós queremos, sabemos ou podemos ver. Por isso , quando surge nele um ato de entrega, de subida no colo ou manifestação de afeto, é algo muito verdadeiro, que não pode ser desdenhado. É um gesto de confiança que honra quem o recebe, pois significa um julgamento.
O homem não sabe ver o gato, mas o gato sabe ver o homem.
Se há desarmonia real ou latente, o gato sente. Se há solidão, ele sabe e atenua como pode (ele que enfrenta a própria solidão de maneira muito mais valente que nós). Se há pessoas agressivas em torno ou carregadas de maus fluidos, ele se afasta. Nada diz, não reclama. Afasta-se.
Quem não o sabe "ler" pensa que "ele não está ali. Presente ou ausente, ele ensina e manifesta algo. Perto ou longe, olhando ou fingindo não ver, ele está comunicando códigos que nem sempre (ou quase nunca) sabemos traduzir.
O gato vê mais e vê dentro e além de nós.
Relaciona-se com fluidos, auras, fantasmas amigos e opressores. O gato é médium, bruxo, alquimista e parapsicólogo. É uma chance de meditação permanente a nosso lado, a ensinar paciência, atenção, silêncio e mistério. O gato é um monge portátil à disposição de quem o saiba perceber. Monge, sim, refinado, silencioso, meditativo e sábio monge, a nos devolver as perguntas medrosas esperando que encontremos o caminho na sua busca, em vez de o querer preparado, já conhecido e trilhado. O gato sempre responde com uma nova questão, remetendo-nos à pesquisa permanente do real, à busca incessante, à certeza de que cada segundo contém a possibilidade de criatividade e de novas inter-relações, infinitas, entre as coisas. O gato é uma lição diária de afeto verdadeiro e fiel. Suas manifestações são íntimas e profundas. Exigem recolhimento, entrega, atenção.
Desatentos não agradam os gatos. Bulhosos os irritam. Tudo o que precise de promoção ou explicação, quer afirmação. Vive do verdadeiro e não se ilude com aparências. Ninguém em toda natureza aprendeu a bastar-se (até na higiene) a si mesmo como o gato! Lição de sono e de musculação, o gato nos ensina todas as posições de respiração ioga. Ensina a dormir com entrega total e diluição recuperante no Cosmos. Ensina a espreguiçar-se com a massagem mais completa em todos em todos os músculos, preparando-os para a ação imediata. Se os preparadores físicos aprendessem o aquecimento do gato, os jogadores reservas não levariam tanto tempo ( quase 15 minutos) se aquecendo para entrar em campo. O gato sai do sono para o máximo de ação, tensão e elasticidade num segundo. Conhece o desempenho preciso e milimétrico de cada parte do seu corpo, a qual ama e preserva como a um templo. Lição de saúde sexual e sensualidade. Lição de envolvimento amoroso com dedicação integral de vários dias. Lição de organização familiar e de definição de espaço próprio e território pessoal. Lição de anatomia, equilíbrio, desempenho muscular. Lição de salto. Lição de silêncio. Lição de descanso. Lição de introversão. Lição de contato com o mistério, com o escuro, com a sombra. Lição de religiosidade sem ícones. Lição de alimentação e requinte. Lição de bom gosto e senso de oportunidade. Lição de vida, enfim, a mais completa, diária, silenciosa, educada, sem cobranças, sem veemências, sem exigências.
O gato é uma chance de interiorização e sabedoria posta pelo mistério à disposição do homem."

Segunda-feira

NORMOSE

Lendo uma entrevista do professor Hermógenes, 86 anos, considerado o fundador da ioga no Brasil, ouvi uma palavra inventada por ele que me pareceu muito procedente: ele disse que o ser humano está sofrendo de normose, a doença de ser normal. Todo mundo quer se encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar. O sujeito 'normal' é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Quem não se 'normaliza' acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento. A pergunta a ser feita é: quem espera o que de nós? Quem são esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas?


Eles não existem. Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha 'presença' através de modelos de comportamento amplamente divulgados. Só que não existe lei que obrigue você a ser do mesmo jeito que todos, seja lá quem for todos. Melhor se preocupar em ser você mesmo. A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer o que não se precisa. Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar?


Não é necessário fazer curso de nada para aprender a se desapegar de exigências fictícias. Um pouco de auto-estima basta. Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo. Criaram o seu 'normal' e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante. O normal de cada um tem que ser original.


Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros. É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais. Eu não sou filiada, seguidora, fiel, ou discípula de nenhuma religião ou crença, mas simpatizo cada vez mais com quem nos ajuda a remover obstáculos mentais e emocionais, e a viver de forma mais íntegra, simples e sincera. Por isso divulgo o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes.

Martha Medeiros ( 05.08.07-Jornal Zero Hora-P.Alegre-RS)

Sexta-feira

Mudando a árvore genealógica

Quais são as regras? Nesta relação em que não conseguimos agradar uns aos outros, não podemos estabelecer convivência pacífica. Melhor então escrever em um papel regra por regra. Viver numa prisão de atitudes. Dependência. Mentiras. Fingimento. Não. Não é isso que quero para mim. Completarei esta geração de forma diferente. Não repito a história. Quero abraços, beijinhos, carinho, respeito as diferenças, amor, demonstrações. Quero me sentir amada e fazer os meus sentirem o amor também. A minha história, eu escrevo.

Domingo

Crazy and Saints

I choose my friends not by their skin or other archetype, but by the pupil.
They have to have questioning shine and unsettled tone.
I'm not interested in the good spirits or the ones with bad habits.
I'll stick with the ones that are made of me being crazy and blessed.
From them, I don't want an answer, I want to be reviewed.
I want them to bring me doubts and fears and to tolerate the worst of me.
But that only being crazy.
I want saints, so they dount doubt differences and ask for forgiveness for injustices.
I choose my friends for their clean face and their soul exposed.
I don't just want a man or a skirt, I also want his greatest happiness.
A friend that doesn't laugh together doesn't know how to cry together.
All my friends are like that, half foolish, half serious.
I don't want forseen laughter or cries full of pity.
I want serious friends, those that make reality their fountain of knowledge, but that fight to keep fantasy alive.
I don't want adult or boring friends.
I want half kids and half elderly.
Kids, so they don't forget the value of the wind blowing on their faces and elderly people so they're never in a hurry.
I have friends to know who I am.
Then seeing them as clowns and serious, crazy and saints, young and old, I will never forget that 'normalcy' is a steril and imbecil illusion.

Oscar Wilde

Sexta-feira

Esperança

Tem aquele lugar logo alí. Depois da montanha, longe do mar. Com o céu estrelado e a lua sempre sorrindo. Arrume a mala, leve filtro solar. Não esqueça as sementes! Leve amor, paz, respeito e muita coragem. Lembre de juntar esperança e a força. Convide os que ama e convença os que são essenciais. Arraste os que não vive sem. Vamos cultivar, criar, transformar. Somos responsáveis.
Somos o início.
A contínua energia que não pára, não se conforma. Resgate valores, abra seu melhor sorriso e dê gargalhada das dificuldades. Tudo vai passar, e a gente vai ficar. Respire fundo e assopre... você vai ver quantas bolhinhas de sabão coloridas e estampadas de arco-íris vão voar. E sim, vamos encontrar o lugar.

Terça-feira

Paradoxo do Tempo

"Hoje temos edifícios mais altos, mas pavios mais curtos.
Auto-estradas mais largas, mas pontos de vista mais estreitos.
Gastamos mais, mas temos menos.
Nós compramos mais, mas desfrutamos menos.
Temos casas maiores e famílias menores.
Mais conhecimentos e menos poder de julgamento.
Mais medicina mas menos saúde.
Bebemos demais, fumamos demais, gastamos de forma perdulária.
Rimos de menos, dirigimos rápido demais, nos irritamos facilmente.
Ficamos acordados até tarde, acordamos cansados demais.
Multiplicamos nossas posses mas reduzimos nossos valores.
Falamos demais, amamos raramente mas odiamos com muita freqüência.
Aprendemos como ganhar a vida, mas não vivemos essa vida.
Fizemos coisas maiores, mas não coisas melhores.
Limpamos o ar, mas poluímos a alma.
Escrevemos mais, mas aprendemos menos. Planejamos mais, mas realizamos menos. Aprendemos a correr contra o tempo, mas não a esperar com paciência. Temos maiores rendimentos, mas menor padrão moral. Tivemos avanços na quantidade, mas não na qualidade. Esses são tempos de refeição rápidas e digestão lenta de homens altos e caráter baixo, lucros expressivos mas relacionamentos rasos. Mais lazer, mas menos diversão. Maior variedade de tipos de comida, mas menos nutrição. São dias de viagens rápidas, fraldas descartáveis e moralidade também descartável e pílulas que fazem de tudo: alegrar, aquietar, matar. Ame intensamente e viva melhor." (autor desconhecido)

Aquarela

Toquinho e Vinicius foram muito sábios ao cantar.

"E o futuro é uma astronave
Que tentamos pilotar
Não tem tempo nem piedade
Nem tem hora de chegar
Sem pedir licença muda nossa vida
E depois convida a rir ou chorar
Nessa estrada não nos cabe
Conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe
Bem ao certo onde vai dar
Vamos todos numa linda passarela
De uma aquarela que um dia enfim
Descolorirá"

Quarta-feira

Borboletas

Não sei muito. Sei quase nada. Mas descobri que as borboletas ainda batem as suas asas.

Terça-feira

?

Um tanto quanto confusa, confesso. Mas feliz.

Sexta-feira

Halo em torno do Sol

O sol a pino e a presença de um tipo de nuvem conhecida por cirrostratus foram os responsáveis por um fenômeno óptico conhecido como halo em algumas cidades do Estado de São Paulo e do Paraná. O fenômeno foi visto no Litoral paulista, na Capital, no Vale do Paraíba, em Curitiba e em algumas cidades do interior por volta do meio-dia desta sexta-feira (29). O halo aparece como uma espécie de disco em torno do sol e é formado pela refração da luz solar nos cristais de gelo presentes na nuvem cirrostratus. Este tipo de nuvem, muito alta na atmosfera, é constituída totalmente de cristais de gelo e normalmente é observada antes da chegada de frentes frias. É o caso desta sexta-feira. Uma frente fria caminha rapidamente para a Região Sudeste, mas antes dela chegar, vieram nuvens altas do tipo cirrus. A cirrostratus, especialmente, é muito tênue e translúcida, sendo quase invisível para o observador do solo. Resta então, o disco formado ao redor do sol por conta da refração da luz. O halo não é um fenômeno tão raro quanto se pensa. O agricultor já sabe que o tempo vai mudar quando aparece este disco no céu, e é verdade. Logo depois do halo, pode apostar que a frente fria vem chegando. Confira a foto tirada às 12h25min no bairro do Butantã, em São Paulo-SP.
Fonte: http://www.uol.com.br/ Publicado em: 29/08/2008

Qual é o Propósito da sua Vida?

"Quem com dores luta para encontrar-se com o mundo
Iluminará a senda na qual seus iguais têm que caminhar."
Bernard Lievegoed
Tudo o que somos, o que fazemos, o que decidimos, tem continuidade em alguém. E ninguém está livre desta verdade. Sua escolha ao deixar o ar condicionado ligado no quarto do hotel para estar geladinho quando você voltar, faz com que seu neto não tenha esta escolha daqui alguns anos. Minha decisão de ir trabalhar de carro e me poupar do aperto do metro, polui o ar de crianças que sofrem de problemas respiratórios. É fácil levantar bandeiras, defender idéias... difícil é reciclar seu lixo. De hipocrisia, estamos cheios. Está na hora de olhar para o impacto de nossas atitudes. Você constantemente influencia a vida das pessoas. Seja com uma palavra, um sorriso, um abraço, uma decisão, ou uma torneira aberta enquanto escova os dentes. É nossa responsabilidade. O que você quer deixar para a humanidade?

Quarta-feira

Eu mesma.

Não saberia dizer ao certo o que houve dentro de mim naquele dia. Ao acordar, algo dentro de mim despertou também. Despertou para a mudança. Mudança de atitude, de escolha, de incômodo com o cômodo. Incômodo com o confortável. Trocando o chapéu que protege do sol, pelo arame dourado que se molda conforme os quereres, os desejos, as vontades mais íntimas. Naquele longo dia, resolvi trocar o certo pelo duvidoso. O comum pelo incomum. O silêncio pela música. A calmaria pelo vendaval. O morno pelo quente. Resolvi dar um basta no confortável e partir para o novo. Decidi deixar de ser 2, para conseguir ser 1 só. No sentido mais intenso do 1. Descobrir quem eu sou, o que eu quero, para onde decido ir, o que preciso melhorar. Cuidar de mim. Andar sozinha para conseguir escutar minha própria voz. Minha coragem foi maior que o medo. Naquele dia, mudei a direção. No príncípio, a bússula indecisa, apontava para lá e para cá, sem decidir bem ao certo para onde apontar. Logo as direções se definiram. E sempre será assim. Quem faz meus dias, sou eu mesma.

Terça-feira

Finito


Fim de semana com sol, fim de semana de ar puro. Fim de semana com vinho, fim de semana com verde da natureza. Fim de semana com montanhas. Fim de semana com beijo. Fim de semana com música. Fim de semana com alegria. Fim de semana com croissant de Paris. Fim de semana com novos velhos amigos. Fim de semana com cachorro. Fim de semana com alegria. Fim de semana com cama e amor. Fim de semana de conversas e idéias. Fim de semana leve como uma flor.

Fim de semana com fim.

Sexta-feira

O Homem de Lata

Era uma vez... uma menina chamada Dorothy que seguia a estrada de tijolos amarelos. Um belo dia, o Homem de Lata apareceu em uma das bifurcações e a contou sobre toda a essencialidade de ter um coração. Ela, um pouco em dúvida, porém completamente romântica e sonhadora, acreditou.
Decisão = Perceber + Avaliar + Escolher
Descobrindo sensações que não sabia que existiam. Sei pouco demais. Adoro aprender.

Quinta-feira

As pessoas definitivamente não entram em nossa vida ao acaso.
Urano, vai com calma.

Terça-feira

Plutão já era. A vez é de Urano.

E foi então que ela confirmou suas suspeitas. Suspeitas estas que há tempos intrigavam sua mente em noites de luas brilhantes com formato de sorriso.
Plutão foi rebaixado. Não é mais planeta, por mais que ele insista em não aceitar... Não é planeta e muito menos circula pela Casa de número 7.
A casa 7 tem suas dificuldades, mas lá existe a proteção da Vênus Ariana com Lua em Leão e todas as suas energias em Fogo! Ou seja, melhor ter muita certeza antes de querer visitar. Planetas de mal com a vida de plantão, cuidado! Na casa 7, não!
Ps. Urano, você é mais que bem vindo. Sinta-se literalmente em casa nestes dois anos que conviveremos na mesma frequência. Desculpe minhas explosões, mas você sabe, somos mesmo assim. E a casa 8 nos espera... Quero ver atividade! Arrasa.
Adoro lua, estrela, planetas e astros.
Adoro ser assim. Viajante assim.

Domingo

...Preciso aprender a andar sozinho
Pra ouvir minha própria voz...

Sexta-feira

Eclipse Lunar!

Essa merece: Adooooooro!
Amanhã (Sábado), assim que o Sol se pôr, teremos o último eclipse lunar do ano! A Lua já vai nascer encoberta pela sombra da Terra, teremos que torcer para um dia claro! Quem estiver mais ao leste do país, verá o eclipse por mais tempo. A parte mais escura da sombra da Terra deixa a Lua às 19h45. Até às 20h57, no entanto, a penumbra terrestre cobre parte do satélite. O próximo será só em agosto de 2009... Não dá para perder!

Quinta-feira

Boa noite.

Eu tenho insônia. Mas nem sempre é involuntário. As idéias ficam martelando na minha cabeça e o apito do guarda noturno da minha rua me deixa ligada. Não quero perder tempo dormindo e sempre aparece um bom motivo para ficar acordada. Pelo menos mais alguns minutinhos.
Algumas conclusões desta madrugada:
  1. Os colchetes do teclado são como ervilhas, inúteis.
  2. Guinness acelera o pensamento.
  3. Elogios aos dentes geram vontade de beijar.
  4. Animações no msn me irritam.
  5. Quero ter um dálmata.

E agora sim, Boa Noite. Um beijo, tchau!

Quarta-feira

E assim também... como Martha Medeiros.

Adoro aquelas atualizações recentes que aparecem na nossa tela inicial do orkut! Sempre vejo coisas super bacanas! Hoje entrei no da minha prima e estava lá um trecho de texto da Martha Medeiros que parece muito com algumas coisas que costumo dizer e defender... Nada de mais ou menos! Adorei demais! Excelente gosto, Cris!
"Sempre desprezei as coisas mornas, as coisas que não provocam ódio nem paixão, as coisas definidas como mais ou menos, um filme mais ou menos ,um livro mais ou menos. Tudo perda de tempo. Viver tem que ser perturbador, é preciso que nossos anjos e demônios sejam despertados, e com eles sua raiva, seu orgulho, seu asco, sua adoraçao ou seu desprezo. O que não faz você mover um músculo, o que não faz você estremecer, suar, desatinar, não merece fazer parte da sua biografia".
Trecho de O Divã, Martha Medeiros E Agradecimentos à Cris que me apresentou a ele!


Adooooro emoção, intensidade, exagero de diversão!

E assim... Como Pessoa.

"Não sei quantas almas tenho. Cada momento mudei. Continuamente me estranho. Nunca me vi nem acabei. De tanto ser, só tenho alma. Quem tem alma não tem calma. Quem vê é só o que vê, Quem sente não é quem é, Atento ao que sou e vejo, Torno-me eles e não eu. Cada meu sonho ou desejo É do que nasce e não meu. Sou minha própria paisagem; Assisto à minha passagem, Diverso, móbil e só, Não sei sentir-me onde estou. Por isso, alheio, vou lendo Como páginas, meu ser. O que segue não prevendo, O que passou a esquecer. Noto à margem do que li O que julguei que senti. Releio e digo : "Fui eu ?"Deus sabe, porque o escreveu."

Troque os sapatos.

Conversava com o Mestre Gato que estava mais pra lá do que pra cá, quando ele repetiu aquela ladainha: "Para quem não sabe onde ir, qualquer caminho serve".
Mas desta vez, ela não se culpou por não saber onde queria chegar. Pela primeira vez, ela concluiu que todos caminhos estão certos!
Livrou-se, ao menos temporariamente, do fardo chato e pesado do certo ou errado. Afinal, tudo aqui é maluco. E como uma amiga disse, não saber ao certo para onde ir é uma dádiva dos que apreciam a paisagem!
Já que a estrada é de tijolos, melhor usar algo mais confortável. Sapatos de rubi são para os que não querem se aventurar. Ela quer dançar!
Ela é Dorothy, usando Sapatos de Dança.
Por Juliana.

Domingo

É infinito.
O que chama de fim,
Eu chamo de novo começo.

Quinta-feira

"Sou hóspede do tempo
Da minha casa
Das minhas palavras
Das coisas que declaro minhas
Inquilina da vida que me foi dada
Portanto, nada
Ficou na minha bagagem
Do velho brinquedo
Que já não ilude, não me ilude
O que eu tenho é minha atitude
O que eu levo é minha atitude
O que pesa é minha atitude
Minha porção maior"
Fred Martins e Zélia Duncan

Quarta-feira

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Estou desocupando a linha. De verdade. De vez. Livre.
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Terça-feira

De leve.

Não estou encontrando as palavras. São só sensações. Preguiça misturada com vontade, mas vontade tranquila. Vontade de explorar sem pressa. Sabe assim... de leve, bem leve. Tempo de olhar para dentro. Como uma borboleta lenta, mas curiosa. Viva, mas tranquila. Colorida, mas despretenciosa. Uma solidão reflexiva. Uma viagem profunda e de descobertas infinitas. Testando minha própria paciência. Enxergando lá na frente uma luz azul. Recuperando o ar para mergulhar de novo.

Segunda-feira

Bifurcações

A estrada de tijolos amarelos no começo parecia tão segura. Iluminada, reta, bem sinalizada. Depois da primeira curva, que não demorou a chegar, surgiu também a primeira bifurcação. Não haviam placas. Havia medo, dúvida, angústia e sentimento de solidão. E a escolha foi feita. Se foi a certa, nunca Dorothy haverá de saber. Nenhuma bifurcação leva a certeza, mas traz possibilidade de recomeço. Os acertos podem ser muitos, mesmo nos piores erros! As possibilidades são infinitas. No trajeto aparecem figuras essenciais, tais como homens de lata, espantalhos, leões... Cada um com seu ensinamento, cada um com seu novo ponto de vista. Dorothy descobre a cada passo uma novidade e descobre que ainda há muito o que descobrir. Em cada obstáculo, a superação. Em cada sensação de medo, a coragem. Em cada erro, a humildade. Em cada momento de solidão, a presença inusitada de um amigo. Verdades que se vão, dúvidas que persistem! E a decisão é só dela. Seguir cantando e buscando melhores dias. Ou permanecer esperando algo acontecer. Dorothy resolve seguir. Cantando e dançando. E acreditando que sempre há um destino que vale a pena. Sempre é melhor sorrir. Sempre é melhor amar. Vale a pena. E a estrada dá tantas voltas, tem tantas bifurcações, subidas e descidas... Quem sabe o que virá na próxima curva?

Sábado

Além... Muito além...




:: Entende? :: Nem eu! :: Mas é isso. :: E assim Dorothy segue com seus lindos sapatos de rubi, pela estrada de tijolos amarelos! :: Algum dia, ela sabe que irá encontrar aquele lugar, escondido atrás da Lua, além do Arco-Íris. ::



Em Busca de Dias Melhores!

"É melhor atirar-se à luta em busca de dias melhores, mesmo correndo o risco de perder tudo, do que permanecer estático, como os pobres de espírito, que não lutam, mas também não vencem, que não conhecem a dor da derrota, nem a glória de ressurgir dos escombros. Esses pobres de espírito, ao final de sua jornada na Terra não agradecem a Deus por terem vivido, mas desculpam-se perante Ele, por terem apenas passado pela vida." Bob Marley

Sexta-feira

Sinto sua ausência.

5 dias sem ele... Meu sempre companheiro, que sempre esteve comigo nos momentos mais difíceis, nos momentos mais felizes também.... Nas melhores festas, nos dias de trabalho mais pesados, nas viagens mais bacanas... Já são cinco dias.... Sem cigarro.
Sinto sua ausência. Meu carro está perfumado, minha pele mais limpa, sinto melhor o gosto do café, meu perfume não sai mais, minhas roupas cheiram amaciante...

Quarta-feira

Rir é o melhor remédio

Rir até cair. Rir até chorar. Rir de tanto rir. Rir sem parar... Rir de tanta Margarita. Rir só de ver a "Sizzling Apple Pie" chegar! Rir no Applebee's... Rir até soluçar! Obrigada pela noite fantástica! Amigas de risadas!

Segunda-feira

Por aí...

Diz que fui por aí!
Com papel e caneta na mão.
Sapato de dança no pé.
Um samba alegre na cabeça.
Fui ver o sol nascer. E como é lindo.
Beijo, tchau.

Sábado

Samba

É um sábado bonito, um pouco frio, todos buscam um cantinho abaixo dos raios solares cor de ouro espalhados pela cidade. Resolvo sair por aí... entro em um lugar, samba ao vivo, alegria espontânea, gente dançando sem regras ou passos estudados, cabelos engraçados e roupas que se comunicam. Olho para o meio da roda e vejo uma senhora, já com seus 70 e poucos anos... sorrindo e sambando. Basta! Mais o que? A felicidade é mais simples do que a gente pensa.

Quinta-feira

É tempo de brincar...

O Sol voltou a brilhar. Depois de tanto frio, vento gelado, neblina a noite. O dia é tão lindo que fecho os olhos e consigo imaginar a praia. Admiro o mar, converso com as ondas, acaricio a areia, sinto a brisa passar. Lembro daquele dia, caminhando tranqüila na praia, quando um enorme Golden Retriever com a alegria de uma criança pulou bem em cima de mim. Me sujou toda de areia e eu só consegui rir. Uma alegria pura e despretenciosa invadiu minha alma. Queria sentir aquilo de novo. Queria sentir aquilo todos os dias. Sentir as patas pesadas de um golden feliz querendo que eu compartilhasse com ele aquele momento. Como se ele dissesse: “Olha em sua volta! É tudo lindo! Olha como o mundo é legal! Vamos brincar?”. Sinto vontade de me sujar toda de areia, brincar no mar, pegar conchinhas, ver o sol nascer... Morar em uma casa com um quintal cheio de flores, uma jabuticabeira, muitas borboletas, duas redes para a gente deixar o tempo passar e um Golden Retriever para me lembrar que a vida é muito colorida. A vida é linda demais. Agora chega, vamos brincar!

Terça-feira

Sway with me...

"When marimba start to play Hold me close, make sway Like a ocean hugs the shore Hold me close, sway me more
...
Like a flower bending in the breeze
Bend with me, sway with ease
When we dance you have a way with me
Stay with me, sway with me"
...
(Michael Buble)
.

Sábado

Para dançar sem dor, aprenda a esperar.

As aulas de Dança de Salão continuam exercitando mais que pernas e glúteos. Sinto meus dedos do pé pisoteados durante uma aula de dança e penso na dificuldade que temos em esperar o tempo do outro, não apenas na dança, mas principalmente na vida. Para resolver o caso dos dedinhos doloridos, é essencial esperar o passo do outro e em seguida, quase que simultaneamente, pisar também. Assim, a distância é respeitada e não acontecem acidentes. Simples? Na teoria sim. Na prática, definitivamente, não. Então insisto em praticar. Danço um bolero. De origem espanhola, seu nome deriva da palavra volero (de volar = voar). Acreditem ou não, dizem que o bolero era dançado sem se tocar, com sensuais movimentos de aproximação e afastamento. Na forma atual, a dança de galanteio - suave, terna e romântica - deve ser dançada de forma que dois tornem-se um. A dança promete a eternidade e o encontro entre os dois. Para acertar os passos, o ritmo deve ser sentido e a dama deixar-se levar pelo cavalheiro. Giros suaves, as caminhadas sempre de mãos dadas... Onde um for, o outro deverá estar por perto, nunca permanecendo muito tempo distantes. Simplificando: A dama não pode sair pisando e achando que pode ir para onde quiser. Precisa saber esperar! E se por acaso ela for uma impaciente ariana que nasceu de 8 meses e acha que tudo é para semana passada, ela irá sofrer. Mas desistir, nunca. Para dançar sem dor, aprenda a esperar. ..... Entrando o clima, o mais famoso bolero de Consuelo Velazquez: “Bésame, bésame mucho, Como si fuera esta noche La última vez. Bésame, bésame mucho, Que tengo miedo a tenerte, Perderte después. Quiero tenerte muy cerca, Mirarme en tus ojos, Y tenerte junto a mi. Piensa que tal vez mañana, Estaré muy lejos, Muy lejos de ti.” Bésame Mucho

Infinitamente Pessoal

"Onde queres descanso sou desejo. E onde sou só desejo queres não.(...)
Onde queres o livre decassílabo, e onde buscas o anjo eu sou mulher. (...)
Onde queres prazer sou o que dói, e onde queres tortura, mansidão. (...)
(...)
Eu queria querer-te e amar o amor, construírmos dulcíssima prisão.
E encontrar a mais justa adequação, tudo métrica e rima e nunca dor.
Mas a vida é real e de viés, e vê só que cilada o amor me armou.
E te quero e não queres como sou, não te quero e não queres como és.
(...)
Infinitivamente pessoal, e eu querendo querer-te sem ter fim.
E querendo te aprender o total do querer que há e do que não há em mim."
.
Trechos de "O Quereres" de Caetano Veloso

Quinta-feira

Era uma quinta feira estranha...

... Daqueles dias que você toma uma decisão difícil e depois sente seu interior como um vulcão entrando em erupção. Quando aquela certeza absoluta te impulsiona a uma ação e você despenca no minuto seguinte de uma altura imensurável. Foi num dia assim que conheci a Helena. Cheguei atrasada em sua aula -ou espetáculo, depende muito do ponto de vista - e logo meu coração acalmou. Algo me disse, quando vi aquelas telas em branco, que tudo ia ficar bem. E ficou. Dedos cheios de tinta, coração, Philip Glass, paz, avental repleto de cor, olhar com sentimento, silêncio, chapéu, criação, foto, expressão, arte, olhar... Esse pequeno espaço é dedicado a ela - talentosa e iluminada - que naquela quinta-feira me trouxe paz. Presenteou-me com uma nova forma de olhar. ...
Exposição de Helena Kavaliunas:
Clique na imagem para melhor visualizar.

Quarta-feira

... A Busca.

Quero sair só. Estar só. Desatar o nó.
E sentir frio para dar valor aos dias quentes.
Usar salto alto para adorar ficar de pé no chão.
Chorar com a lua para sorrir quando o Sol nascer.
Me encontrar para me perder...
E me perder para novamente me encontrar.

Joga fora essa etiqueta!

Quando foi que ensinaram a gente a criar regras, molduras, rótulos, caixinhas com etiquetas para guardar as pessoas? Cada pessoa é tão intensa e interessante que se não fosse a vaga apertada para fazer a manobra, ruas e ruas estariam vibrando com tanta cor e alegria, magia e informação! Mas é basicamente isso, você tem uma vaga. E é apertada. Não esqueça de dar seta, olhar pelo retrovisor, calcular a distância da guia. Você precisa se encaixar. Se quiser ir morar numa barraca, no meio do mato, para estudar o canto dos grilos, tá fora. Se quiser tocar berimbau e morar em Porto Seguro, tá fora. Se quiser entender sobre astrologia, é fraca. Se quiser gastar todo dinheiro que ganhar, é consumista. Se gostar de artes, vai morrer pobre. Se quiser largar tudo e viajar pelo mundo, é porque está fugindo de alguma coisa. Não me importo. Não quero me importar. Minha descrição, não cabe numa caixinha de fósforos.
Quero ser feliz. E que venham as conseqüências... "Sempre que houver alternativas, tenha cuidado.
Não opte pelo conveniente, pelo confortável, pelo
respeitável, pelo socialmente aceitável, pelo honroso.
Opte por aquilo que faz o seu coração vibrar.
Opte pelo que gostaria de fazer, apesar de todas as conseqüências."
Osho

Terça-feira

Cavalheiros e Damas, em seus lugares.

Minha primeira aula de dança de salão foi um choque. Uma espécie de viagem no tempo, onde homens são Cavalheiros e mulheres, Damas. Existe gentileza, respeito, existe calma, o tempo flui... não corre. O cavalheiro convida a dama para uma dança e ao ritmo do mais sedutor bolero, a conduz com suas firmes mãos. A distância entre dois corpos obedece a uma linha tênue, a respiração parece sincronizada, os passos precisos, os olhos se cruzam e o silêncio, fala. E no final, sim, o cavalheiro agradece a dança. Existe isso? Será uma atuação, peça de teatro ou sociedade anônima? Será que o mesmo cavalheiro que me convidou para dançar, é o homem que não levanta de sua cadeira no metrô lotado para a senhora sentar? Será que é o mesmo que nem sequer pensa em abrir a porta do carro, dar a mão para descer a escada ou é o mesmo que nem se oferece a pagar a conta? Será a atmosfera da dança de salão uma espécie de novela de época. Daquelas que passam na TV e as pessoas riem dos antigos costumes. Pois deveriam rir de si mesmas. Cadê o encanto, cadê o zhazhazum na boca do estômago, cadê a intensidade de cada fragmento de tempo? Para que tanta pressa? (Ora, vá dançar funk com tanta falta de modos!)
Será que as aulas de dança de salão são como uma visita ao museu? Museu com antigüidades que jamais voltarão a ser usadas? E se eu nasci em época errada? E se eu quero viver tudo isso? E se meu sonho é viver cada dia como um novo passo de bolero, tango ou gafieira? Talvez a melhor solução seja simplesmente me inscrever em mais aulas... Com licença, senhores, devo voltar ao meu lugar.

Segunda-feira

Infinito...

Não existe aqui qualquer pretensão de sair ao mundo defendendo idéias, concluindo o que não é possível concluir, ou colocando qualquer particular opinião a frente de outras. Limitar é empobrecer. Existe sim, um desejo indescritível de expressar o oculto. De falar o que me cala. De escrever o que pensamentos, numa madrugada fria, são capazes de me dizer e sem nenhum remorso tirar meu sono. Falar de idéias que surgem como o vapor da água quente do meu chá. Colocar, num espaço qualquer, um pouco do que me atormenta, me instiga, me provoca. Um sem fim de idéias, pensamentos, sensações, observações, hipóteses e questões... Meu infinito particular. Que por essência não pode ser meu, nem particular. Já que é algo sem dono, sem rótulo, sem limite, sem começo, sem meio e sem fim. É simplesmente assim... Infinito.